5 dicas básicas de Design para quem não é designer

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Fonte: Infinity Staffing.

Nem todo mundo nasceu para ser designer, mas um empreendedor, hora ou outra, irá se deparar com uma situação decisiva envolvendo a Comunicação Visual do seu negócio.

Mesmo que se deixe o trabalho para uma equipe especializada – o que é o mais indicado, sem dúvida -, conhecer alguns aspectos essenciais do Design pode ser de grande valia para analisar/aprovar com embasamento as peças apresentadas pela agência e, quem sabe, até pôr a mão na massa em uma pequena ocasião emergencial.

É interessante ter conhecimento sobre as diversas dimensões de uma marca ou empresa, pois dessa forma ganha-se mais confiança e autonomia para direcionar os esforços. Apurar o lado estético também é parte de um processo contínuo de melhoria do empreendimento.

Por onde começar?

aprender-principios-designUma Programação Visual engloba uma série de talentos e técnicas, que podem chegar a um alto grau de sofisticação com a prática e o estudo ao longo dos anos. No entanto, há alguns conceitos básicos de Design que não exigem tanta complexidade para serem aprendidos. Esses pontos fundamentais, quando assimilados, já são capazes de fazer grande diferença, contribuindo para a montagem de peças muito mais organizadas, atrativas e eficientes.

Veja abaixo dicas imperdíveis.

1. Crie contrastes

Contraste não se aplica apenas a cores. Ele também deve modular tamanhos, formas, tipografias, estilos e outros elementos. O bom uso desse recurso é responsável não só por afastar a monotonia, como também por guiar a leitura.

Uma observação crucial a ser feita é que o contraste tem de ser trabalhado de maneira enfática, evidente, já que o seu ofício é gerar diferenciação. Suponhamos que você tenha um texto em fonte 12. Muito bem, o título inserido deve aparecer, então, não em tamanho 16, mas sim em 20 ou maior. Não seja modesto nesse quesito!

2. Olha o alinhamento!

Em um layout nada pode ser jogado ao acaso. Tudo deve fazer sentido e contribuir para o fortalecimento da mensagem. Portanto, os elementos visuais precisam ter ligações entre si a fim de criar uma unidade bem definida, bela e ordenada.

Ainda que dois objetos estejam distantes em uma página é possível relacioná-los para que a composição mantenha um sentido coerente, nem que seja por meio de uma linha imaginária. Esse recurso é bastante utilizado, pois garante uma aparência limpa e profissional.

Dentro desse tópico uma regra geral é evitar alinhamentos diferentes na mesma arte. Escolha, por exemplo, entre o alinhado à esquerda e o alinhado à direita. Já o “centralizado” tende não ser uma boa ideia. Seu uso, além de formal, é simplista demais, o que deixa o layout com cara de amador. Tente ao máximo não cair na tentação de apelar para esse modelo.

3. Trabalhe com a proximidade

O princípio da proximidade reitera o fundamento de que nenhum elemento, em nome da produção de sentido, pode ser inserido aleatoriamente na página. Trabalhar com ele significa agrupar itens relacionados entre si (colocar perto um do outro) no intuito de facilitar a leitura, transmitir melhor a mensagem e organizar a Programação Visual.

Sabe aquele medo de deixar espaços em branco? Pois é, a proximidade não se importa com isso, pois o que realmente interessa é construir unidades que reforcem a informação ou ideia.

4. Explore a repetição

Não, “repetição” aqui não tem nada a ver com falta de criatividade. Esse recurso existe basicamente para assegurar uma determinada Identidade Visual, ou seja, para expressar que diferentes peças, produtos e materiais fazem parte da mesma matriz, no caso, a marca.

O item repetido pode ser uma fonte, uma cor, um símbolo ou qualquer outro conteúdo que gere reconhecimento. Porém, vale lembrar, que é indispensável fazer as adaptações adequadas a cada suporte/mídia.

A repetição unifica e fortalece a programação, tornando-a mais consistente. E há incontáveis possibilidades criativas de articular esse truque.

5. Seja simples e objetivo

Em comunicação o que não ajuda a evidenciar e fortalecer a mensagem só atrapalha. “Enfeites” são completamente dispensáveis. Espaços totalmente preenchidos são indesejados. Critérios baseados em gostos pessoais, simplesmente ignorados.

A mensagem central tem de brilhar, por isso nada de distrações. Vá direto ao ponto elaborando uma composição prática e funcional. A simplicidade, sem deixar de lado o seu prisma criativo, é sempre uma boa pedida.

Viu só? Não é preciso dominar todas as técnicas de Design para garantir artes mais harmônicas. Comece a treinar o seu olhar e brinque de montar algumas peças para exercitar.

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Categoria: Design e Criatividade

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