6 mitos sobre SEO – Search Engine Optimization

mitos-seo-serach-engine-optimizationMercúrio, o mensageiro dos deuses.

Por algum tempo trabalhar adequadamente meta tags (palavras-chave), meta descriptions, URLs amigáveis, link building e outras técnicas clássicas de SEO – Search Engine Optimization, era o suficiente para que os sites garantissem boas posições em mecanismos como o Google.

Mas, então, a própria gigante das buscas resolveu tornar a dinâmica de rankeamento mais complexa, alterando seu algoritmo periodicamente a fim de evitar que páginas corretas apenas do ponto de vista técnico ganhassem destaque nos resultados das pesquisas. Isso porque o objetivo da empresa era (e continua sendo) priorizar, acima de tudo, a qualidade dos conteúdos e a experiência dos usuários.

Assim, o mercado teve de aprender a se adaptar com agilidade às constantes mudanças nas políticas dos buscadores.

As atualizações no algoritmo do Google

Para se ter uma ideia do empenho do Google em entregar um serviço cada vez melhor aos internautas, incluímos neste post o infográfico abaixo, que mostra as atualizações no algoritmo da ferramenta ao longo dos anos.

infografico-atualizacoes-algoritmo-google

É importante ter essa visão, pois ela indica a necessidade de as empresas estarem sempre atentas à seriedade da renovação progressiva de seu Marketing Digital e, mais especificamente, de suas técnicas de SEO.

O que era verdade há 5 anos, hoje já é diferente. E é justamente por conta dessa evolução constante que algumas práticas se tornaram defasadas, embora ainda sejam creditadas como válidas pelos mais desavisados – e olha, tem muitos deles por aí! Vê-se, desse modo, a popularização de certos mitos, seja em razão de informações desatualizadas ou pela simples falta de conhecimento mesmo.

Abaixo relacionamos alguns dos equívocos mais frequentes:

1. O bom e velho SEO está morto

Sim, os algoritmos dos motores de busca mudaram e passaram a considerar uma série de fatores que extrapolam aquele SEO meramente “técnico”. No entanto, isso não significa que ele tenha sido completamente invalidado. Articular adequadamente questões como meta tags e URLs amigáveis continua sendo essencial para angariar pontos com o Dr. Google.

A única diferença em comparação com anos atrás, é que essas táticas agora não são mais absolutas. Ou seja, elas devem fazer parte de um conjunto de estratégias que engloba, principalmente, a qualidade e a coerência dos conteúdos postados.

2. SEO é um esforço/investimento único

Cuidado, se alguém disser à sua empresa que pode otimizar seu site apenas uma vez e deixá-lo top forever, saia correndo, porque isso não é possível! Como foi mostrado há pouco, as políticas e conceitos de indexação de conteúdos orgânicos mudam conforme as atualizações dos algoritmos do Google e de outros buscadores, o que significa que é preciso reciclar as práticas de SEO no ritmo em que a música toca.

Realmente, não tem como otimizar um site apenas uma vez, porque num determinado momento o que foi realizado cairá por terra. Esse é o tipo de trabalho que tem de ser desenvolvido com solidez ao longo dos anos, isso é, se você realmente desejar estar nas primeiras posições dos resultados de pesquisa.

3. Há um método específico para analisar as métricas

Acredite, não existe uma receita perfeita para se analisar os resultados obtidos com as suas otimizações. Em primeiro lugar, porque cada empresa deve encontrar as métricas que são importantes para si, ou seja, dedicar análises focadas em suas necessidades específicas, utilizar as melhores ferramentas de mensuração e adequar o que for preciso de acordo com os seus objetos. Em segundo lugar, porque as políticas de SEO mudam com certa frequência – isso já ficou bem claro, não é mesmo? Em terceiro lugar, é fundamental considerar o próprio comportamento da audiência, que é alinear e, portanto, exige um acompanhamento personalizado.

4. A idade do domínio é o que realmente importa

Algumas pessoas insistem em atribuir o sucesso das otimizações a um fator em especial, como a idade do domínio do site. Então, suponhamos que você venda doces artesanais e tenha registrado o domínio “docinhosartesanais.com.br” há 15 anos. Na opinião daqueles indivíduos, essa seria a maior razão para o site aparecer em primeiro lugar em uma pesquisa do tipo “doces artesanais”.

Porém, a história não é bem assim. A antiguidade de um domínio, de fato, é um dos fatores de classificação dos buscadores, mas não é soberano. Consequentemente, de nada adiantaria possuir uma URL antiga com palavras intimamente ligadas a uma busca comum, se o restante do site não estivesse corretamente otimizado. Por exemplo, sem contar com uma versão mobile, ele já despencaria nos atuais processos de rankeamento.

5. Não, o que define mesmo o posicionamento é a densidade de palavras-chave

Esta é uma velha crença que reduz o SEO à simples inserção de palavras-chave nos títulos das páginas e ao longo dos textos. Seria fácil se fosse dessa forma, pois bastaria produzir bastante conteúdo repetindo determinados termos para conquistar boas posições.

Bem, durante algum período isso aconteceu e os conteúdos começaram a ser pensados não mais para pessoas, mas para os robozinhos dos motores de busca. Esse efeito, naturalmente, tornou os textos artificiais e desinteressantes, forçando os buscadores a mudarem seus critérios de indexação orgânica, a fim de priorizar a experiência do usuário.

O Google, em particular, tem como objetivo entregar os melhores resultados ao seu público e por isso passou a considerar mais a qualidade dos conteúdos. Hoje, inclusive, o exagero de palavras-chave é penalizado pela empresa.

6. Qualquer link serve. O que importa é a quantidade

Ok, ter uma boa quantidade de outros sites apontando para o seu ajuda a torná-lo mais relevante nos resultados das pesquisas. Entretanto, além de essa não ser a única tática do sucesso, a estratégia não pode se resumir em obter um mar de links de qualquer natureza. Isso porque o Google consegue analisar o contexto em que eles foram colocados, identificando se os conteúdos que os envolvem realmente têm a ver com as páginas linkadas.

Mesmo que você tenha vários sites com alto Page Rank indicando o seu, isso será desconsiderado se os temas de ambos não forem similares ou complementares. Links de má qualidade, inclusive, levam o seu site a ser penalizado por SPAM, sabia? Pois é, logo, não adianta fazer link building de maneira artificial ou comprada. É necessário conduzir a estratégia de modo natural, a partir de relações verdadeiras com outros sites e de textos relevantes.

Em uma frase curta e grossa podemos dizer que “uma andorinha só não faz verão”. Traduzindo, quer dizer que não tem apenas uma ou outra prática de SEO capaz de elevar o seu site às alturas. O trabalho necessita de estratégias mais elaboradas, unidas e continuamente aprimoradas.

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Categoria: Marketing Digital

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