Pesquisa revela que 14% do E-commerce já acontece via mobile

compra-ecommerce-mobileFonte: Carmudi.

No Brasil, 14% das transações feitas no E-commerce já acontecem por meio de dispositivos móveis, sendo 10% deles smartphones e 4%, tablets. A informação diz respeito aos dados do relatório trimestral State of Mobile Commerce, desenvolvido pela Criteo, especialista em “publicidade de performance personalizada”.

Como comenta Fernando Tassinari, diretor geral da empresa no país:

“O comportamento da audiência está migrando. As pessoas estão usando aparelhos para acessar conteúdo, ler a respeito de produtos… E também acessando sites de compras por celular“.

Não dá mais para fechar os olhos a essa realidade. O público exige mais facilidade para realizar suas tarefas aonde quer que esteja. Agora, mais do que possuir uma presença online, os negócios têm de se esforçar para criar aplicações específicas ao ambiente mobile, pois só dessa forma conseguirão entregar uma experiência de valor aos seus clientes.

Saiba mais sobre os resultados apresentados no relatório.

iPhone x Android

iphone-android-mcommerceO documento da Criteo revelou que o smartphone é a principal ferramenta de compra móvel em 5 dos 11 países analisados, sendo eles: Coreia do Sul, Japão, Espanha, Estados Unidos, Itália e Brasil. Já nos outros seis (Reino Unido, Alemanha, Holanda, França, Rússia), predomina o tablet.

Com relação a marcas, o Android é líder na maior parte dos países, incluindo o Brasil, onde obteve 7% das transações do Comércio Eletrônico, ante 3% do iPhone. Na Coreia do Sul, por exemplo, o sistema operacional da Google se destaca com 36% das compras online, contra 8% da concorrente.

Já no Reino Unido, Japão, França e, claro, Estados Unidos, se sobressai o celular da Apple. Nos EUA, o iPhone foi responsável pela maioria das transações via smartphone, com 66%, ante 61% nos últimos dois trimestres.

Vantagem dos sites otimizados

O estudo apontou ainda que a diferença em vendas entre os sites ajustados para as plataformas móveis é significativa com relação aqueles apenas focados nos computadores. Enquanto esses têm 23% de transações do E-commerce via mobile, os canais otimizados conseguem 31%.

Além disso, ficou claro que quanto melhor a otimização, maior é a taxa de conversão. Para sites que são apenas “navegáveis” em tablets e celulares, a taxa é de em 2,9%. Para os não otimizados é de 1,6%. Já para os devidamente adequados, a taxa de conversão passa para 3,4%.

A diferença também ficou visível no “digital funnel“, onde o usuário que acessa um canal ajustado visualiza cerca de 2,9 produtos, com compras que atingem 9,5%. Nos sites não otimizados, são 2,3 produtos e pedidos em 8,4%.

Vale a pena investir em aplicativos de compras

O executivo Fernando Tassinari sugere que as marcas não só aperfeiçoem seus sites para o ambiente móvel, como também desenvolvam aplicativos capazes de maximizar a eficácia das operações. Isso porque o relatório mostrou que os apps de compras são responsáveis por quase 50% das transações mobile e seus resultados são tão bons, que eles alcançam uma performance melhor do que a de qualquer outro canal, incluindo o desktop.

Em outras palavras, a experiência do usuário nos aplicativos é mais vantajosa. Para os varejistas usuários dessas soluções, 47% de toda sua receita mobile vêm delas.

4 tendências para o M-commerce

M-commerce significa Mobile Commerce, e é o termo usado para designar vendas feitas por dispositivos móveis (tablets e smartphones). Para essa atividade, a Criteo identificou 4 grandes tendências:

1. Crescimento inevitável: Até o final de 2015, a cota de transações do Comércio Eletrônico móvel está prevista para chegar a 33% nos Estados Unidos, 22% no Brasil e 40% globalmente;

2. Aumento do uso de smartphones: Esses aparelhos devem continuar em fase de crescimento devido as maiores proporções das telas disponíveis. O iOS vem ganhando terreno do Android, mas ambos são vencedores contra o desktop, que está encolhendo.

3. Aplicativos são a próxima fronteira: Os anunciantes começarão a investir significativamente em apps móveis como forma de gerar mais conversões que o desktop e obter maior envolvimento de seus clientes.

4. Cross-device: Este é um dos maiores desafios e oportunidades para os comerciantes em 2015. Conforme explica Tassinari, “O cross-device identifica o interesse do usuário e o impacta com a informação, onde quer que ele esteja. A empresa precisa entender que o mobile traz um resultado grande de aumento de vendas e, quando se usa o cross-device, esse resultado enriquece”. Vale destacar que essa é a maneira como 40% das vendas já acontecem.

E você e sua marca, estão preparados para esse futuro (muito) próximo?

Fonte: ProXXIma, TeleSíntese.

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Categoria: Comércio Eletrônico

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