Sua empresa é orgânica ou corporativista na hora de se comunicar?

mascara-discurso-empresasFonte: Cultura X.

Durante muitos e muitos anos as empresas foram educadas a sempre manter um discurso corporativista para se posicionar no mercado. A linguagem formal, por vezes repleta de termos técnicos do segmento, era vista como ideal para transmitir uma imagem de credibilidade. Porém, um senso de frieza e distanciamento pairava no ar. Erros não eram admissíveis e para ocultá-los, muitas vezes, as marcas se escondiam por trás de uma máscara.

Em uma época em que as pessoas não podiam interagir tão livremente com as empresas, esconder e manipular informações eram práticas mais viáveis. No entanto, vieram as novas tecnologias e mídias digitais que permitiram ao público divulgar e compartilhar suas opiniões, seus conteúdos e críticas com admirável facilidade.

As organizações se viram, então, expostas como nunca antes na história. O controle sobre os meios de comunicação saiu de seu império para as mãos dos consumidores que, embora não tivessem plena consciência do que fazer com ele, obrigaram as companhias (incluindo a Indústria Midiática) a repensar seu discurso, sua maneira de se posicionar e agir.

O ritmo ultraveloz, o alto fluxo de informações e a dinâmica complexa do ambiente digital passaram a exigir uma comunicação de caráter mais instantâneo, objetivo e até participativo. Dessa forma, as empresas viram intensificar a necessidade de simplificar sua linguagem, assim como de se tornarem menos autorreferenciais. Ou seja, o corporativismo foi perdendo cada vez mais espaço!

Humanização das marcas

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Sem poderem mais vestir a velha máscara da dissimulação e da manipulação, as marcas entraram num processo de humanização cujo objetivo não é só tornar o relacionamento com o consumidor mais orgânico, mas também agilizar o atendimento às demandas graças ao rompimento com a cultura da burocracia. Além disso, trata-se, naturalmente, de uma questão de branding, que passa a adotar valores como transparência e comprometimento.

Não significa, contudo, que o discurso corporativo tenha morrido ou tenha que deixar de existir. Não é isso! Para algumas situações ele ainda é adequado e eficiente. Mas é preciso entender que os parâmetros agora são outros – leveza e entretenimento são palavras que ajudam a dar um norte.

É essencial que na voz da organização esteja imprimido uma genuína preocupação com as necessidades ou causas dos clientes. Todos os esforços devem confluir para otimizar suas experiências e facilitar sua vida, inclusive ao que diz respeito à comunicação. Logo, um estilo garboso, feito sob medida para “impressionar”, pouco contribui, uma vez que ele só atende ao interesse da autoexaltação.

Assimilar as mudanças e adaptar-se leva tempo, é verdade. Todavia, é preciso tentar, insistir, inovar. No início a nova linguagem pode soar um pouco desajeitada, por vezes até forçada na busca de um tom mais simpático, mas com uma boa consultoria é possível acelerar esse processo e torná-lo mais assertivo.

Observe a sua empresa: como ela “fala” nas redes sociais, por exemplo? Que tipo de conteúdo publica? Se os resultados não estão sendo os esperados considere a possibilidade de estar trabalhando nos velhos modelos do marketing.

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Categoria: Marketing Digital

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