Inbound Marketing: Que história é essa?

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Fonte: Right Source Marketing.

Durante muito tempo vivemos sob o domínio da televisão e de alguns poucos anunciantes que tinham verba suficiente para aparecer na telinha, ou em outras mídias tradicionais. Éramos obrigados a ver ou ouvir seus anúncios que se intrometiam entre os programas e empurravam pra cima da gente qualquer tipo de produto ou serviço, muitos sobre os quais não tínhamos o menor interesse. Mesmo assim, tínhamos de conviver com aquilo

Mas a internet chegou, quebrou paradigmas e mudou comportamentos. A audiência passou a ser ativa e não mais mera receptora de informações e propagandas. Podendo interagir diretamente com a nova mídia, passamos a escolher com maior autonomia os conteúdos que mais nos interessam, evitando, de preferência, qualquer tipo de invasão comercial.

O Marketing e a Publicidade não deixaram de existir por causa disso, eles apenas se adaptaram aos novos formatos e usos das ferramentas. Ao invés de saírem eufóricos à caça do consumidor para bombardeá-lo com toda espécie de apelos e mensagens intrusivas, eles começaram a aprender a arte da atração, ou seja, o esforço em desenvolver algo relevante, cativante e útil que de maneira mais espontânea gerasse o envolvimento das pessoas.

Foi aí que as marcas passaram a adotar Blogs, Mídias Sociais, E-mail, Vídeos no YouTube, Podcasts, entre outras mídias digitais, com intuito de ofertar um conteúdo rico capaz de agregar valor à experiência do usuário – entendido como cliente potencial a partir do momento em que manifesta sua aceitação pelas publicações.

A compra da atenção do consumidor e o “Velho Marketing” de intromissão (Outbound Marketing) perderam então seu espaço para modelos baseados na conquista, na atração e geração de interesse genuíno pelos conteúdos das empresas. Um dos nomes/conceitos conferidos a esses novos esforços ou práticas é Inbound Marketing, termo popularizado pela norte-americana HubSpot, cujos cofundadores lançaram um livro sobre o tema no ano de 2009.

Diferentemente do Outbound, o Inbound Marketing deixa a companhia de lado e coloca o consumidor no controle da informação. Por isso é fundamental o desenvolvimento de estratégias muito mais criativas para prender a atenção e levar o público-alvo a realizar as ações desejadas.

Inbound Marketing, uma metodologia

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Como visa entregar conteúdo relevante e conquistar a audiência por sua utilidade, gerando engajamento, o Inbound Marketing por vezes é confundido com o Content Marketing, do qual não está desligado, mas também não é sinônimo.

Como pontuou Erick Iucksh Santos, CMO da Next Idea, em entrevista ao Mundo do Marketing:

“O inbound está dentro do content Marketing, sendo que a produção de conteúdo sozinha pode até gerar tráfego, mas o processo fica solto. O inbound é o pilar que orienta como nutrir, distribuir e trabalhar o conteúdo de acordo especificamente com o momento de compra do cliente para gerar, no futuro, conversão em vendas“.

A metodologia do inbound marketing visa quatro ações: 1. Atrair o tráfego certo; 2. Converter a audiência em clientes, reunindo suas informações de contato; 3. Fechar ou transformar os leads em clientes; 4. Encantá-los para que eles se tornem promotores felizes da marca. Para atingir os objetivos em cada uma dessas etapas ferramentas diferentes são acionadas e combinadas.

De acordo com a HubSpot, um lead gerado via Inbound Marketing custa 62% menos do que um lead gerado a partir do marketing tradicional. Mesmo assim, as empresas brasileiras ainda precisam ampliar seus horizontes para novas maneiras de promover seus negócios. É preciso boa dose de coragem, criatividade e ousadia. Você tem?

Referências: Mundo do Marketing, Viver de Blog, Administradores, Vitamina Publicitária.

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Categoria: Marketing Digital

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