Ello, a rede social livre de publicidade – Será que pega?

 midias-sociais-ello-o-que-eFonte: Pierrete.

Já se cansou do Facebook? E do Twitter? E do Orkut? Ah, esse último já morreu!

Pois é, enquanto algumas redes sociais se vão outras vêm – é o ciclo natural. Muitas já tiveram seu momento de frisson e a bola da vez é a Ello, uma plataforma criada por um grupo de sete artistas e programadores que está dando o que falar.

Um dos grandes motivos de tanto bafafá é que a empresa promete não exibir qualquer tipo de publicidade na rede, uma ideia ousada, mas, a princípio, com grande apelo junto aos usuários, que estão cansados das intromissões comerciais em suas contas.

Para apresentar seus ideais e tentar conquistar adeptos, a Ello preparou um (apaixonante) manifesto com o seguinte texto, em tradução livre:

“Cada post que você compartilha, cada amigo que você faz e cada link que você segue é monitorado, registrado e convertido em dados. Os anunciantes compram seus dados para que possam mostrar-lhe mais anúncios. Você é o produto que é comprado e vendido. Nós acreditamos que há um caminho melhor. Acreditamos na ousadia. Acreditamos na beleza, simplicidade e transparência. Acreditamos que as pessoas que fazem coisas e as pessoas que as usam devem estar em parceria. Acreditamos que uma rede social pode ser uma ferramenta para empoderamento. Não uma ferramenta para enganar, coagir e manipular – mas um lugar para se conectar, criar e celebrar a vida. Você não é um produto”.

Devido a esse modelo – e a essas belas palavras – a rede vem sendo percebida como uma opção anti-Facebook. Mas, segundo o CEO da companhia, Paul Budnitz, ela não chegou para duelar com o site de Zuckerberg. Olha só o que o cara disse:

“Nós não consideramos o Facebook uma rede social. Pensamos nele como uma plataforma de publicidade. Quando começamos a criar Ello, nós tentamos apagar tudo que sabíamos e começar do zero, tentando construir o que queríamos”.

O controverso modelo de negócios da Ello

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Então, já que não vai ter publicidade, essa Ello pretende se manter como?

É cedo para dizer, nem os próprios criadores parecem ter certeza do que farão para seguir em frente. Mas a ideia é oferecer serviços premium paralelamente ao acesso totalmente gratuito. Aderindo, então, aos upgrades pagos os usuários poderiam adquirir apps para personalizar sua experiência com a plataforma.

Será que isso geraria uma renda satisfatória? A App Store da Apple, por exemplo, arrecadou mais de US$ 10 bilhões em 2013, porém, a “maçã mordida” tem todo um histórico por trás, além de oferecer mais de um milhão de aplicativos para usuários de iPhone, iPad ou iPod touch.

Ainda assim, uma pesquisa realizada pela Flurry, cujo serviço de análise é executado em cerca de 350 mil aplicativos móveis, constatou que, em 2013 mesmo, 90% dos aplicativos iOS eram gratuitos. Em outro período, entre 2010 e 2012, esse índice era de cerca de 80% a 84%. Para Mary Ellen Gordon, diretora de análises da empresa:

“As pessoas querem conteúdo gratuito mais do que elas querem evitar anúncios ou ter a versão completa da ferramenta”.

Bom, seja como for, só o tempo dirá, porque no momento tem gente brigando para entrar na rede, que ainda exige convite – nada como o frescor da novidade!

E você, compra essa nova proposta?

Referências: TechTudo, G1, EmResumo, Baguete.

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Categoria: Mídias Sociais

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